segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dia 8 – 12 de abril – PUCÓN EM ERUPÇÃO

Vale tudo. O valor investido, as dores de cabeça, a fadiga muscular, o frio massacrante... É uma sensação inexplicável subir um vulcão em atividade. Durante as quatro horas de caminhada rumo à cratera do Villarica, passamos por vários tipos de paisagem: solo arenoso, pedregulhos, grandes rochas e, finalmente, a tão esperada neve! Com certeza a mais sensacional paisagem de que tenho conhecimento. Provavelmente, a neve tenha sido a parte mais interessante do caminho porque estamos muito acostumadas com natureza, mato, cachoeiras e montanhas. Mas nem por isso chegar até aquele ‘mundarel’ de gelo no alto do vulcão foi fácil. A caminhada foi muito cansativa e só mesmo a vontade de chegar até lá para nos dar força. Mas foi recompensador. O Villarica vai deixar muitas boas lembranças, porque as dores passam, mas as recordações ficam.
Não atingimos o nosso objetivo de chegar até a cratera do vulcão. A certa altura, já avistávamos a nossa meta, soltando fumaça, mas o vento geladíssimo estava muito forte. Muitas vezes até nos desequilibrava e nos empurrava . O guia achou melhor não prosseguirmos por precaução. A ventania era sinal de uma tormenta que se aproximava. E não era mentira. Voltamos por volta das 15h, horário local, e na cidade já estava chovendo. Fomos para a pousada descansar porque estávamos até bambas. Minhas pernas não me obedeciam mais e a Marina tinha dor de cabeça. Foi uma experiência muito boa, mas ficamos exaustas. Saímos para comer só porque a fome falou mais alto.
Amanhã vamos para Valparaíso no ônibus das 19h45 (no Brasil, 20h45). Um tranquilizante para pais e parentes: aqui no Chile, como na Argentina, as estradas são retas sem fim e os motoristas de ônibus, táxis e vans de excursões andam MUITO devagar. Dá vontade de pegar a direção!



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