terça-feira, 28 de abril de 2009

Dia 23 - 27 de abril - VERDE, ARTE E TANGO!


Começamos o dia passeando por Palermo, bairro conhecido como o "pulmão" de Buenos Aires pela grande quantidade de áreasverdes. Estivemos no Jardim Botânico, no Jardim Japonês e no Parque Tres de Febrero. Caminhamos mais um pouco até chegar ao Malba, museu de arte latino-americana de Buenos Aires. De lá, fomos à rua Florida, centro de compras!!! Uhuuuu! Rs...
Para finalizar a noite, show de tango no Café Tortoni, um dos mais tradicionais da cidade. Excelente forma de finalizar esta viagem. Me despeço por aqui, pois amanhã retorno para o meu lar doce lar. Marina e Tatá seguem viagem até sexta.

Dia 22 - 26 de abril - CORES E CULTURA


Na parte da manhã fizemos comprinhas na tradicional feirinha de domingo de São Telmo. Afinal, mulher adoooora e agora somos três, com a chegada da Tatá.
À tarde, o bairro La Boca surgiu como uma grande surpresa. Suas ruelas, repletas de cores, exalam cultura em cada um dos bares do chamado Caminito. São shows de tango, espetáculos da região dos pampas, música... Artistas de rua disputam a atenção dos turistas e dão vida ao lugar. Passamos a tarde ali, fotografando as casinhas coloridas e batendo papo em um dos bares.

domingo, 26 de abril de 2009

Dia 21 - 25 de abril - TURISMO FÚNEBRE


Pode parecer loucura, mas a visita que fizemos hoje ao Cemitério da Recoleta promete ser o melhor passeio entre todos os outros que ainda faremos aqui em Buenos Aires. O local é um verdadeiro museu e o guia - gratuito! - influenciou bastante nessa escolha antecipada.
O senhor Alfredo nos acompanhou por duas horas, contando a história de vida de várias das pessoas que ali descansam, famosas ou não. Fora isso, ainda nos deu uma super aula de arquitetura, usada com primor nos mausoléus (!!) e, ainda, de simbologia! Ficamos encantadas com tudo.
No resto do dia visitamos a feira do bairro, o Centro Cultural Recoleta e o Parque dos Enamorados, onde está localizada a rosa de metal gigante da foto. O legal é que ela abre e fecha assim como algumas flores, de acordo com a luz do dia.

Dia 20 - 24 de abril - BUENOS DÍAS, BUENOS AIRES!


Tiramos o dia para passearmos pelos pontos turísticos próximos ao Hostel. Estávamos muito cansadas para andar demais. Começamos pela Plaza de Mayo, onde está localizada a Casa Rosada, sede do governo argentino e cenário de algumas fases importantes da história do país. De lá, seguimos para Puerto Madero, bairro onde está localizado o porto de Buenos Aires e a Puente a la Mujer.

Está frio por aqui, mais do que pensávamos, por isso voltamos para o hostel. O cansaço é grande e precisávamos descansar para cumprirmos o roteiro do dia seguinte...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dia 19 - 23 de abril - DE PERNAS PARA O AR


Literalmente! Além de estarmos de férias, decidimos voar! Mendoza tem o turismo de aventura como um dos fortes atrativos e encaramos o desafio. Optamos pelo parapente. O instrutor foi nos buscar no hostel e, no caminho, já tivemos a noção do "perigo". Ele apontou o topo da montanha de onde logo, logo, flutuaríamos céu a dentro. Deu frio na barriga.

Já no topo, a vista é linda. Fui na frente e tirei algumas fotos. A Nina veio logo em seguida e o medo de soltar as mãos das cordinhas do parapente a impediu de tirar muitas. Mas valeu a pena! Voamos por cerca de 15 minutos e nesse tempo não há como pensar em nada.

É fato que nós duas passamos mal de enjôo. Eu, durante, e a Nina depois do vôo. Plainar de um lado para o outro, subir e descer não fez bem para o nosso estômago que, minutos antes, havia almoçado...
No início da viagem para Buenos Aires, nossa última parada, ainda sobrava resquícios de náuseas. Até dispensei a lasanha da janta. Mas foi um dia inesquecível.


Legenda da foto: Meu pé e a Nina no parapente

Dia 18 - 22 de abril - BIKES AND WINES



Dizem que quem aprende a andar de bicicleta, não esquece jamais como é que se faz pra colocar a bichinha em movimento. Certas disso, alugamos duas magrelas e saímos pedalando por Maipu, bairro mais afastado de Mendoza, onde estão as vinículas bacanas. Começamos pelo Museu do Vinho, que fica na vinícula La Rural. Lá, junto a um grupo de gringos rosados e falantes, tivemos oportunidade de entender melhor como foi a evolução do processo de produção do vinho desde o século XVII até os dias de hoje. De barrigas vazias e já ansiosas para darmos continuidade ao passeio, terminamos a visita degustando o vinho “Museu”, produzido especialmente para os visitantes do local.
De lá, partimos para o último lugar sinalizado no mapa, a fábrica de azeite Laur. Descobrimos que as azeitonas verdes e pretas nascem no mesmo pé, a diferença é só o tempo de colheita (tsc). Almoçamos em uma vinícula chamada Família de Tomasso, onde pagamos 10 pesos por um suco de laranja, mas comemos bem pra recuperar as energias e seguirmos estrada afora.
Cinco horas e 23 quilômetros depois, finalizamos o tour numa pequena fabriqueta de chocolates e licores, a “Histórias e Sabores”. O saldo do dia foi positivo, mas, concluímos que, apesar de lembrarmos bem como é que se anda de bicicleta, não lembrávamos que um celim poderia ser tão prejudicial à saúde de nossos glúteos.
(Por Marina Lanza)



Dia 17 - 21 de abril - FINALMENTE, MENDOZA!


Finalmente chegamos em Mendoza depois de panguar na rodoviária. A cidade é maior do que pensávamos. Nos hospedamos no hostel e fomos fazer o reconhecimento de área. Passamos toda a tarde no Parque General San Martín. No local, a vegetação conta com espécies de vários lugares do mundo e com irrigação artificial, pois aqui é extremamente seco e chove somente cerca de 200mm por ano. No mesmo parque tem o Cerro la Glória, de onde é possível ver a cidade e a Cordilheira dos Andes. Finalizamos o dia no zoológico local alimentando elefantes e urrando com os leões selvagens!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia 16 - 20 de abril - PROGRAMA DE ÍNDIO


Acordamos cedo de novo para ver a troca de guardas. Dessa vez, deu tudo certo. É um "evento" interessante. Parece uma parada de 7 de setembro, mas acontece a cada dois dias e é levada muito a sério por aqui.

À tarde fizemos um tour pela rodoviária. Sim... perdemos o ônibus que nos levaria para Mendoza às 13h30 e o próximo sairia só 22h30. Achamos que seria um tédio, mas até que o tempo passou rápido. Na rodoviária há muitas lojinhas. Olhamos tudo, ficamos um tempo numa lan house, lanchamos, tomamos sorvete e até fizemos as unhas num salão! Péssima idéia! A manicure é a pior que já encontramos em toda a vida! Não tira cutícula, não limpa os cantinhos e passou dez quilos de esmalte em cada unha. Mas foi divertido, apesar de caro...

Já durante o percurso, tudo correria bem se não houvessem sacoleiras no ônibus. A viagem foi mais longa que o normal porque na fronteira os policiais abriram todas as malas e recolheram as muambas. Ficamos paradas de madrugada umas 2h...





DIA 15 - 19 de abril - CAMINHOS DAS UVAS


Acordamos cedo para assistirmos à troca da guarda no Palácio La Moneda. O “evento” acontece dia sim, dia não, e um guardinha nos disse que a próxima aconteceria no domingo. Pegadinha do Malandro! Chegamos ao Palácio e a troca havia acontecido no sábado e a próxima só segunda. Ok! Voltamos amanhã.
Com a programação furada, fomos à rodoviária providenciar nossa passagem para Mendoza e seguimos para o Mercado Central, onde almoçaríamos. No local, muitas barracas vendendo frutos do mar estranhíssimos. É impossível imaginar alguém comendo muitos deles. Os feirantes ficam afoitos tentando laçar os turistas pelos corredores numa disputa confusa. A cada vez que dizíamos “No, gracias”, ouvíamos uma gracinha que, muitas vezes, nem entendíamos direito. Definitivamente, os vendedores do mercado são os pedreiros do Brasil!
Almoçamos no restaurante que nos pareceu mais limpo e confortável. Preferi não arriscar em meio à tantas opções marítimas e optei pelo bom e velho camarão. A Marina também foi cautelosa e escolheu salmão. De lá fomos à vinícola Concha y Toro por conta própria. As excursões cobram uma pequena fortuna. Demoramos a chegar, afinal, foi preciso pegar três metrôs (sendo que em dois deles descemos na estação final) e um ônibus! Foi ótimo para conhecer melhor a cidade. Em um dos metrôs ainda tivemos a harmoniosa companhia da torcida organizada do Colo Colo, que cantava músicas e socava o teto e as paredes do vagão... uma experiência antropológica interessante.
A vinícola é bem legal, mas vamos deixar essa parte para contarmos no Brasil. Estamos deixando algumas histórias de fora dos posts para não perderem a graça quando voltarmos para contar. Portanto, após a semana que vem, estamos abertas a convites para tomar um café, lanchar ou almoçar, ok? Rs...

sábado, 18 de abril de 2009

Dia 14 - 18 de abril - A CIDADE VISTA DO ALTO

Hoje foi dia de andar ate as pernas ficarem "doces", como diria minha avo! Acordamos cedo e saimos caminhando ate o bairro Bellavista. O bairro nos pareceu um bom lugar para morar, porque tem casas fofissimas, e, ao mesmo tempo, otimo tambem para cair no rock, uma vez que vimos uma media de 2 ou 3 bares ou restaurantes bacanas a cada quarteirao... quase como o Santa Tereza, em Belo Horizonte! rs!

Em Bellavista, conhecemos mais uma casa de Neruda, a La Chascona, nome dado em homenagem a sua ultima e terceira esposa e que quer dizer "descabelada". A casa, como a La Sebastiana, em Valparaiso, foi toda construida para parecer um barco. Por dentro, uma mistureba encantadora de objetos novos e velhos de decoracao e muitas historias interessantes. Ficamos realmente impressionadas!

De la, obedecendo o chamado da fome, fomos conhecer o muito bem indicado restaurante "Como Agua para Chocolate". Casa linda, MPB como trilha sonora e comidas simplesmente deliciosas (grandes e caras! rs). Mas valeu muito a pena!

Para fazer digestao e dar sequencia a nossa maratona, seguimos a pe para a base do Cerro San Cristovan, onde pegamos o teleferico para subir ate o topo. Uma minuscula cabine, quente, balancando num cabo, com vista para toda a Santiago. Muito bonito, mas, confesso, que tive um pouquinho de medo de despencar dali! rs! Por fim, chegamos bem ao mirante do Cerro, onde ha uma enorme estatua da Nossa Senhora Imaculada Concepcion e uma especie de igreja ao ar livre, com altar e bancos para os fieis assistirem as missas, rodeados de muitas flores e uma vista incrivel da cidade. Uma pena e que, apesar da cidade estar completamente cercada pela Cordilheira dos Andes, a poluicao acaba prejudicando muito a paisagem. Hoje, por ser fim de semana e a quantidade de carros e fumacas da cidade reduzirem significativamente, conseguimos curtir um visual bem bacana! Para descer o Cerro, optamos pelo Funicular, uma especie de carro que anda nos trilhos, mas que desce uma ladeira de 45 graus, a cerca de 110 metros por hora...

Percorrido todo o caminho de volta ate nosso Hostel, acreditamos que a noite vai acabar em vinho e bons sonhos! Afinal, amanha tem mais!


(Por Marina Lanza)

Dia 13 - 17 de abril - PAUSA PARA A COMIDA


Como fizemos um post só para falar da comida argentina, nao teria como nao falar da comida chilena. Finalmente comida temperada! Aqui no Chile os cardápios têm mais opcoes, até mesmo de saladas (finalmente aparecem alguns legumes e verduras que nao existem la na parte sul do continente). Mas claro que tudo tem um preco. Seja num lanche reforcado ou num almoco caprichado, paga-se um preco bem salgadinho. Bem mais do que pagamos para comer na terra dos nossos "hermanos". Mas eles capricham! Até mesmo na apresentacao do prato. Da gosto de comer!

Dia 13 - 17 de abril - SANTIAGO!


Chegamos em Santiago e mais um choque. Uma cidade enooorme! Carros barulhentos, trânsito engarrafado, fumaca... mas Santiago tem muita coisa para mostrar. Nos hospedamos em um Hostel que tem vista para a Plaza de Armas. Fica linda à noite, toda iluminada.
Durante o dia conhecemos o Cerro Santa Lucía, local que marca o início da contrucao da cidade. À tarde fomos ao Museu de Arte Precolombino, que conta a história das civilizacoes antigas de parte da América Latina. À noite, bairro Bellavista, zona mais boêmia. Lá experimentamos o famoso Pisco Sour, uma espécie de caipirinha chilena. Boa até! Apesar de ter causado estranhesa o fato de ter clara de ovo entre os ingredientes do drink...

Curiosidades:
Merece que eu abra um parênteses no post a educacao e cidadania do povo chileno. A saber:
- Os passeios têm rampas para os deficientes. Observamos isso desde Pucón. Como a minha mala é de rodinha, facilitou demais a minha vida. Imagina a de quem precisa mais que eu?
- Andamos pelas ruas do centrao de Valparaíso e, apesar de termos cruzado com várias pessoas distribuindo panfletos, nao vimos nenhum no chao! As pessoas por aqui sabem perfeitamente onde devem jogar o lixo.
- Nas ruas em que nao há semáforos, as pessoas param os carros para os pedestres passarem.

Dia 12 - 16 de abril - SÓ FALTOU O SOL



Acordamos e fomos em busca dos lobos marinhos. Segundo informacoes, eles ficam tomando sol numa praia distante. Pegamos um onibus e descemos na Roca Oceanica, outro ponto turistico local. É um rochedo que entra mar adentro... típico do Brasil, sabem? Rs... Mas nao podemos negar que é um local bonito. Deve ser ainda mais quando tem sol...
Depois caminhamos uns 15 minutos e chegamos ao Mirador de Lobos. Mal conseguimos ver! Os bichinhos estavam descansando em uma ilhota de pedra meio longe da costa... foi preciso forcar a vista. Uma pena... Almocamos à beira mar, feito das madames. Rs...
No comeco da tarde fomos ao Museu Fonk, que relata a vida dos Rapa Nuis, a tribo indígena chilena que viveu na Ilha de Páscoa. Impressionante a história desse povo, mas guardamos para contar para vocês aí em BH.
No fim da tarde fomos para a rodoviária rumo a Santiago. Conto sobre a cidade amanha!

Curiosidade:
- Impressionante como todo mundo sabe que somos brasileiras mesmo sem a gente contar!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Dia 11 - 15 de abril - DOBRADINHA LITORAL


Amanhecemos em Valparaíso e fomos explorar um pouco mais da cidade. Nos dirigimos ao Cerro Concepción e aí desvendamos mais um segredo escondido entre os morros. Cada um deles (onde para chegar é preciso pegar um elevador urbano) é como se fosse um bairro. No Cerro de hoje, as casas sao maiores, mais coloridas e têm arquitetura bem mais robusta. Logo concluímos que estávamos em um bairro bem mais elitista que o Cerro Bellavista, onde estivemos ontem. Tomamos café por ali mesmo.

Depois do almoco fomos pegamos o metrô que liga Valparaíso a Viña del Mar. A cidade parece um mini Rio de Janeiro e estamos gostando muito. Postarei as fotos de Viña no post de amanha.

Beijos a todos os nossos espectadores! rs...


OBS: Quando os posts vierem sem til é porque estamos postando da lan house e aqui nao se usa!


Dia 10 - 14 de abril - MOMENTO POÉTICO 2: PARAÍSO ESCONDIDO


"Sabe aquela pessoa que de nada tem de bonita, mas que tem qualquer coisa de atraente e interessante simplesmente porque é muito charmosa? Assim é Valparaíso. À primeira vista, assustamos um pouco porque já é cidade maior e, até então, vínhamos passando apenas por pequenas cidades bucólicas, cujos centros se resumiam a apenas uma rua, a qual andamos do começo ao fim e do fim ao começo diversas vezes, sem cansar.
Valparaíso é cidade portuária, de ônibus, metrô, elevador, fumaça, barulho, gente descendo e subindo. É cidade na beira do frio Pacífico, que sobe ladeira e que se perde no horizonte para qualquer lado que se olhe. E hoje o dia veio cheio de vento e tão cinza que conseguiu tirar um pouco do brilho das tantas casinhas coloridas cravadas ao longo dos 44 morros sobre os quais a cidade se fez. Andando por Valparaíso, a cada beco, muro pintando, a cada formosa fachada, acabamos por descobrir seu charme. Percebemos uma cidade tímida que, mesmo escancarada para o mar, não entrega sua beleza assim, de bandeja. Tem que ser persistente. E fomos. Mas o encanto mesmo só veio quando pudemos avistá-la de cima, com os olhos emprestados de Neruda, de uma janela aberta a um céu e mar que se confundiam, do quinto andar da surpreendentemente confusa e simpática casa La Sebastiana. “Amo Valparaíso” era a frase que se repetia no áudio-guia, com a voz do próprio anfitrião. Para nós, talvez tenha faltado um pouco de azul para chegarmos a tanto. Mas confiamos no Neruda..."

(por Marina Lanza)

Dia 9 - 13 de abril - PUCÓN VAI DEIXAR SAUDADES


Nos permitimos acordar um pouco mais tarde, pois há dois dias vinhamos madrugando. Para hoje, eu havia pensado em fazermos rafting e a Marina queria cavalgar pelas montanhas. Resolver o impasse foi simples, simples. Decidimos nao fazer nenhum dos dois, pois as dores provocadas pela subida ao vulcao ontem so haviam piorado!

Antes de sairmos da hospedagem para dar umas voltas, ouvimos uma sirene. Momento tenso!! Será que era o alerta vulcânico? Ficamos em silêncio por alguns minutos para ver se percebíamos algum sinal de pânico nas ruas. Nada... ufa! Rs...

Enfim, foi um dia tranquilo. Passeamos pela cidade, fomos a um parque lindo e descansamos um pouco. A noite pegaremos o ônibus rumo a Valparaíso e a viagem é longa... mas Pucón vai deixar saudades. Uma cidade calma, bonita e com muitos atrativos. Valeu demais!


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dia 8 – 12 de abril – PUCÓN EM ERUPÇÃO

Vale tudo. O valor investido, as dores de cabeça, a fadiga muscular, o frio massacrante... É uma sensação inexplicável subir um vulcão em atividade. Durante as quatro horas de caminhada rumo à cratera do Villarica, passamos por vários tipos de paisagem: solo arenoso, pedregulhos, grandes rochas e, finalmente, a tão esperada neve! Com certeza a mais sensacional paisagem de que tenho conhecimento. Provavelmente, a neve tenha sido a parte mais interessante do caminho porque estamos muito acostumadas com natureza, mato, cachoeiras e montanhas. Mas nem por isso chegar até aquele ‘mundarel’ de gelo no alto do vulcão foi fácil. A caminhada foi muito cansativa e só mesmo a vontade de chegar até lá para nos dar força. Mas foi recompensador. O Villarica vai deixar muitas boas lembranças, porque as dores passam, mas as recordações ficam.
Não atingimos o nosso objetivo de chegar até a cratera do vulcão. A certa altura, já avistávamos a nossa meta, soltando fumaça, mas o vento geladíssimo estava muito forte. Muitas vezes até nos desequilibrava e nos empurrava . O guia achou melhor não prosseguirmos por precaução. A ventania era sinal de uma tormenta que se aproximava. E não era mentira. Voltamos por volta das 15h, horário local, e na cidade já estava chovendo. Fomos para a pousada descansar porque estávamos até bambas. Minhas pernas não me obedeciam mais e a Marina tinha dor de cabeça. Foi uma experiência muito boa, mas ficamos exaustas. Saímos para comer só porque a fome falou mais alto.
Amanhã vamos para Valparaíso no ônibus das 19h45 (no Brasil, 20h45). Um tranquilizante para pais e parentes: aqui no Chile, como na Argentina, as estradas são retas sem fim e os motoristas de ônibus, táxis e vans de excursões andam MUITO devagar. Dá vontade de pegar a direção!



Dia 7 – 11 de abril – DON’T CRY FOR US, ARGENTINA!


Nós voltamos, em breve! Depois de Santiago (RS...).

Acordamos às 5h da madrugada para pegar o ônibus das 6h rumo a Pucón, no Chile. Mesmo com muito sono e dormindo por vários momentos, foi possível admirar a paisagem, bem diferente das que vemos nas estradas brasileiras. A rodovia é toda ladeada por uma vegetação chamada estepe (foto acima).
Chegamos em Pucón ao meio-dia. Aqui eram 11h, por causa do fuso horário. Fomos trocar nosso dinheiro e devo dizer que é muito difícil pensar em pesos chilenos. A moeda é desvalorizada demais, o que faz com que a hospedagem custe 16 mil! Muito estranho! Fazemos a conversão para reais o dia todo para entender se pagar. Por exemplo, $1.100 numa barra grande de chocolate é muito caro (não, não é! Pouco mais de 4 reais...).
Como chegamos cedo e o fuso ajudou, foi possível comprar um pacote de excursão para hoje mesmo. Fomos em cachoeiras, lagos e, de noite, a uma terma vulcânica (foto). Água quentinha para relaxarmos e dormirmos tranquilas.
Estamos gostando muito da cidade. É bonita, tranqüila, as pessoas adoram brasileiros e ainda fica ao pé do vulcão Villarica. Estamos de olho é no sinal de alerta vulcânico. Se a luz ficar vermelha, temos que correr! Rs...

Dia 6 – 10 de abril – PÉ NA ESTRADA


Acordamos e nos despedimos da simpática e mau humorada Beatriz, a velhinha dona da Pousada Rio Bonito, nossa casa em Villa La Angostura. Pegamos o ônibus das 10h30 para San Martin de los Andes. Por causa das chuvas que caíram dias antes de chegarmos, a via sete lagos, a mais bonita da região, estava interditada. O ônibus teve que fazer um desvio de mais de 2 horas para chegar a San Martin e a viagem demorou 4h30. Mas essa segunda opçao de caminho também tem suas belezas.
San Martin é uma cidade pequena, sem muitos atrativos. Isso fez com que não nos arrependêssemos de termos cortado do roteiro o dia que passaríamos por aqui para ficarmos mais um dia na vila. Foi suficiente ficar na cidade apenas no fim de tarde/noite. Amanhã bem cedo iremos para Pucón.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Dia 5 - 09 de abil - DE FRENTE PARA A CORDILHEIRA



Saimos cedo para conhecer o Cerro Bayo, uma montanha da vila que, no inverno, vira estação de esqui. Para chegar ao topo, é preciso subir de aerosillas (uma cadeirinha teleférico) e, se quiser subir mais, tem que ir a pé mesmo. Fomos. Lá do alto dá para avistar toda a vila, o lago, o Cerro Tronador e parte da Cordilheira dos Andes.

À tarde fomos ao porto, que na verdade são dois e ficam entre uma pequena extensão de terra que liga a vila ao Bosque Arrayanes. É lindo! Hoje também comi os famosos cubanitos (doce, claro!) argentinos. Até que é bom, mas para Brastemp falta muito!

Tentamos "alquilar um coche" (alugar um carro) para irmos dirigindo até San Martin de Los Andes pela rota 7 lagos, que dizem ser muito bonita, mas não encontramos nenhum carro disponível na vila. Estão todos alugados por causa da Semana Santa. Então, vamos de ônibus amanhã cedo e, de lá, seguimos para Pucón.

Dia 4 - 08 de abril - PAUSA PARA A COMIDA


Bom, a comida daqui merece um post especial. Na foto, uma forma criativa e prática de tomar sorvete de duas bolas. Não sei porque alguém não levou isso para o Brasil ainda. Mas infelizmente a criatividade dos apetrechos culinários não chega aos pratos...


Todos os restaurantes por aqui servem exatamente as mesmas coisas. De entrada, empanada ou salada (composta por tomate, cebola, cenoura, pimentão, milho... nada de folhas!! Em lugar nenhum). De prato principal, carnes tipo churrasco (famosas parrillada ou bife de chorizo) ou massas (todas com os mesmos molhos – bolonhesa, queijo ou cogumelos). Ou ainda pizzas.
O pior não é a falta de opções, mas a falta de sal. Depois de quatro dias comendo por aqui, posso afirmar com toda certeza: eles não usam sal para cozinhar. Todos os dias o ritual é o mesmo. O prato chega e eu já logo peço ao garçom sal, pimenta (que aqui é em pó, o que facilita muito) e azeite.

Durante o café da manhã, tudo é doce. Há pães e biscoitos de todos os formatos, tamanhos, sabores... mas um só paladar: doce. Ai que saudade do pão de queijo da Jack e do meu requeijão Porto Alegre! O chocolate, que prometia, também não é dos melhores. E olha que desse assunto eu entendo.

:S


O jeito é esperar que o Chile arrase no quesito gastronomia...

Dia 4 - 08 de abril - DIA DE DESCANSAR


Viemos para Villa La Angostura de ônibus. A cidade é mini. Tem uma rua principal, com vários restaurantes, lojinhas e outros serviços, e só. Tudo feito de madeira. Tiramos o dia para descansar, dar um rolé pela rua e resolver os próximos passos da viagem. Amanhã faremos turismo por aqui (Cerro Bayo e Puerto Manzano) e sexta de manhã partimos para o próximo destino da viagem – San Martín de Los Andes.
Como não fizemos turismo, seguem fotos só para que vejam o tanto que ta frio e o quão a cidade é pequena, uma vilazinha de interior mesmo. As imagens são da janela do quarto da nossa pousada.

Bjos a todos




Dia 3 - 07 de abril - MOMENTO POÉTICO


Bom, se é um momento poético, certamente não foi escrito por mim. O jornalismo me fez prática e objetiva. Inspirada pelas belezas dos lugares que visitamos hoje, a Marina, minha companheira de aventura, escreveu o texto abaixo. Ele resume o dia de hoje e as reflexões que ele nos permitiu numa "viajada bonita".
"Estou de férias. Férias do trabalho e de qualquer debate filosófico e controverso (exceto se exagerar no vinho... rs). Mas, hoje, inevitavelmente, deparei-me com um sentimento que me provocou e inspirou. Passeando pelo Parque Nacional Nahuel Huapi e sentindo os ventos frios de um dia frio em Bariloche, concluí que o belo é um conceito dinâmico. Quando pensamos que de tudo já vimos para saber distinguir bem o bonito e o feio, nos deparamos com novas experiências que nos fazem repensar e reconstruir nossa forma de enxergar as coisas. Nem os estranhos cortes de cabelo dos colegas argentinos, nem a péssima trilha sonora da van (o CD completo do Roxette em espanhol), foram capazes de diminuir meu encantamento. Aqui, no sul mais sul em que já estive, minhas paletas de cores e sorrisos ganharam novos tons. E apurando os ouvidos e arranhando o 'portunhol', conheci novas palavras, sons e gestos para já velhos conhecidos objetos e significados.
Tudo aqui é palatável e intenso. E eu, já com a cabeça cheia de informações, como quem acabou de se esbanjar com um grande banquete, preciso de meu tempo para digestão. Vou dormir certa de que meus sonhos, por mais que me esforce, não serão tão belos quanto o que posso ver desperta e inteira, com os olhos e o corpo abertos. Para mim, aqui (onde toda - ou quase toda - beleza do mundo se esconde), será sempre outono nas minhas lembranças".

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dia 3 - 07 de abril - DE VOLTA À ERA GLACIAL


Às 9h, a van da excursão que contratamos para nos levar ao Cerro Tronador já estava na porta do hostel. Foi a primeira vez que pechinchei (como mandaram fazer todos os guias de turismo que li) e funcionou! Pagamos 20 pesos a menos. Chorarei descontos mais vezes daqui para frente.
O Tronador é a única montanha de neve eterna da região, e tem esse nome por causa dos grandes blocos que se desprendem do cume e caem morro abaixo, fazendo barulho de trovão. Por causa disso, não podemos chegar até o topo. Ele fica dentro do parque Nahuel Huapi e, até chegarmos à sua base, passamos por lugares muito bonitos, com direito a paradas para fotos e explicações. A região possui dois lagos (com uma água de um tom esverdeado que nunca vi) e um rio. Os três são formados pelo derretimento do gelo das montanhas, que se inicia bem aí, onde tiramos essa foto.
O local se chama Ventisqueiro Negro, que significa “monte de neve negra”. Na verdade ele é cinza, por conta dos minerais da montanha.

Dia 2 – 06 de abril - ONDE O SOL SERVE APENAS DE ENFEITE


Acordamos um pouco mais tarde porque nos permitimos descansar. Aqui dentro do hotel é beeem quente por causa dos aquecedores, mas na rua é muuuuuuuito frio. O pior é que faz sol! Mas ele não serve para mais nada, além de iluminar. Sentar no sol é a mesma coisa de sentar na sombra. Ele não consegue aquecer nada.
Essa coisa de ter aquecedor nos lugares tbm gera uma situação estranha e chata. A gente faz o movimento “põe luvas, cachecol, casaco e touca, tira luva, cachecol, casaco e touca” umas mil vezes por dia!
Bariloche é bem bonita. Parece uma cidade do sul do Brasil e as cores do outono ajudam a deixá-la ainda mais bonita. No inverno deve ser um espetáculo, mas o outono tbm tem seu lugar. Hoje e amanhã vamos fazer passeios que seriam impossíveis se estivesse nevando. Hoje fomos à Isla Victoria e, se é uma ilha, tem que ir de que? Barco! Aff... odeio barco e é claro que fiquei enjoada durante todo o percurso, mas valeu a pena! Só não vai dar para colocar fotos aqui... são muitas!

Curiosidades do dia:
- O café da manhã tem muuuuuita coisa doce e poucas coisas salgadas como opção (:S).
- Os cachorros de rua daqui são do tamanho de bezerros.
- Aqui tem mais lojas de chocolate caseiro que gente na rua!

Dia 1 - 05 de abril - ENFIM, CHEGA AO FIM A VIAGEM SEM FIM


Acordar às 6h, pegar um voo às 8h30 e chegar à Buenos Aires, sem atrasos, às 13h40. Tudo certo! Até aí... A ideia era comprar no aeroporto a passagem para o voo que vinha para Bariloche às 17h. Era... Almoçamos primeiro e depois fomos para o estande da LAN. Tinha apenas uma pessoa na nossa frente, que demorou cerca de 1h. Até aí tudo bem, ainda daria tempo se não tivéssemos descoberto que o voo sairia de outro aeroporto há 45 minutos dali... tsc...tsc... mero detalhe. O próximo voo? Só às 22h!
Tudo bem, estamos de férias! Orçamos um táxi, mas ficava muito mais caro que pegar um ônibus conexão entre aeroportos. Fomos no ônibus das 18h30 e ficamos panguando no saguão do Aeroparque. Até cochilei! Pelo menos o vôo saiu na hora e chegou na hora: meia-noite e meia. Ufa! Como foi difícil chegar a Bariloche! Pegamos um remise (que é um táxi mais barato que os táxis mesmo) e chegamos aqui, no Hostel El Ñire. Simples, mas confortável.


Curiosidades do dia:
- No aeroporto comemos no Mc Donalds. A filial mais lenta da rede de fast food está aqui! Meu sanduíche demorou uns 40 minutos...
- No ônibus que faz a conexão do aeroporto Ezeiza ao Aeroparque estava tocando uma música muito familiar. “E esse amor é azul como o mar azul / Como o azul do céu que ilumina a paixão / Azul como a estrela do meu coração (Edson e Hudson)